O mangá de Motomi Kyousuke foi publicado na revista Betsucomi entre maio de 2007 e outubro de 2013, reunindo 80 capítulos em 16 volumes. Com 5 milhões de cópias circulando pelo mundo, Dengeki Daisy consolidou um espaço próprio dentro do shoujo ao combinar comédia de situação, tensão romântica e uma trama de mistério com elementos de hacking e tecnologia, incomum para o gênero. A dinâmica entre Teru e Kurosaki é o coração da obra: ela, determinada e resiliente apesar de tudo; ele, protetor, irônico e carregado de um passado que o conecta a ela de formas que o leitor vai descobrindo ao longo dos arcos. A adaptação animada foi anunciada em junho de 2025, com estreia prevista para 2027, e representa a primeira vez que a obra ganha uma versão em movimento, nenhuma adaptação anterior havia sido produzida.
Produção e estúdio
A adaptação de Dengeki Daisy está sendo desenvolvida pelo Studio Deen com produção da Aniplex. O estúdio tem um histórico extenso no shoujo e no romance, responsável por clássicos como Fruits Basket (2001) e Kamisama Hajimemashita, o Deen sabe navegar pelo equilíbrio entre comédia e drama emocional que o material exige. A direção é de Souta Ueno, que assinou Gimai Seikatsu e Shibou Yuugi de Meshi wo Kuu, nomes que geraram discussão na comunidade sobre seu estilo visual. A composição de série fica com Sawako Hirabayashi, veterana de adaptações shoujo como Ookami Shoujo to Kuro Ouji. O design de personagens é de Ayaka Murakami, e a trilha sonora está nas mãos de Masaru Yokoyama, compositor de Horimiya e Tomo-chan wa Onnanoko!, uma escolha que promete em termos de leveza e romantismo. Elenco de dublagem ainda não foi anunciado.
Curiosidades e bastidores
Dengeki Daisy foi a segunda grande série serializada de Motomi Kyousuke após Botanhara Kigurumi e consolidou seu estilo característico: protagonistas femininas que não precisam ser salvas para ser amadas. A presença de hacking como elemento narrativo central foi uma escolha deliberada da autora, que pesquisou o tema para construir os conflitos de forma crível dentro de um universo de mangá, o que rendeu tanto elogios pela originalidade quanto críticas ocasionais à plausibilidade técnica. O título "Daisy" tem carga simbólica dentro da história e é recorrente em imagens e simbolismos ao longo de toda a obra, o que deverá aparecer também na identidade visual do anime. A série acumulou uma base fiel de leitoras que aguardam a adaptação há mais de uma década, tornando o anúncio de 2025 um dos mais celebrados do ano entre fãs de shoujo clássico.