The Seven Deadly Sins: Guia completo - ordem, filmes, onde assistir e a nova saga
Quatro temporadas, um especial, três filmes e uma sequência inteira depois, maratonar The Seven Deadly Sins virou quase um teste de resistência. Organizamos a ordem definitiva, avisamos onde a animação despenca e explicamos por que Four Knights of the Apocalypse merece sua paciência.

Nakaba Suzuki construiu em The Seven Deadly Sins uma das franquias mais rentáveis da Netflix na década passada, e também uma das mais bagunçadas de organizar. São quatro temporadas, um especial de quatro episódios que a plataforma teima em chamar de temporada, três filmes com status de canonicidade variável e uma sequência inteira estrelada pela nova geração. Quem chega agora encara um cardápio de mais de 130 episódios sem manual de instruções.
Este guia resolve isso. Separei a ordem correta de tudo, o contexto de cada fase, menciono sobre a queda de qualidade no meio do caminho e o panorama atual de Four Knights of the Apocalypse.
⚠️ Aviso: este guia contém spoilers leves das primeiras temporadas a partir daqui. As grandes reviravoltas ficam preservadas.
O que é The Seven Deadly Sins, em trinta segundos
A premissa parte de uma Britannia arturiana repaginada em shonen. Dez anos após um suposto golpe de estado, os Cavaleiros Sagrados controlam o reino de Liones com punho de ferro. A princesa Elizabeth foge e sai à procura dos Sete Pecados Capitais, a ordem de cavaleiros mais forte da história, acusada de traição e dispersa pelo continente. O primeiro que ela encontra é Meliodas, dono de bar, aparência de criança e um segredo do tamanho do inferno.
O mangá rodou na Weekly Shonen Magazine da Kodansha entre 2012 e 2020, fechando com 346 capítulos e 41 volumes. Suzuki emendou a sequência quase sem respirar: Four Knights of the Apocalypse começou a ser serializado em janeiro de 2021, com o filho de Ban entre os protagonistas.
A ordem certa para assistir The Seven Deadly Sins
Ordem de lançamento e ordem cronológica praticamente coincidem aqui, o que facilita a vida. A lista abaixo é a rota recomendada, item por item, com o que você precisa saber antes de dar play em cada um.
1. The Seven Deadly Sins (Temporada 1, 2014)
O ponto de partida obrigatório. São 24 episódios produzidos pela A-1 Pictures cobrindo da apresentação dos pecados até a infiltração no reino, com o embate contra Hendrickson como clímax. A fase mais redonda da franquia: ritmo de aventura, mistério sobre o passado de cada membro e lutas coreografadas com capricho. Aqui nasceu o hype que fez a Netflix transformar a série num dos seus primeiros animes de bandeira.
2. Signs of Holy War (Especial, 2016)
Quatro episódios que a Netflix rotula como temporada 2, gerando confusão eterna nos comentários. Parece filler de rotina dos personagens, e em parte é, mas o material veio do próprio Suzuki e planta sementes diretas do arco seguinte. Passa rápido, diverte e prepara o terreno. Não pule.
3. Revival of The Commandments (Temporada 2, 2018)
Os Dez Mandamentos, a elite do clã dos demônios, voltam à ativa depois de três mil anos. A série sobe a aposta em escala e vilania, e o passado de Meliodas começa a cobrar juros. O primeiro episódio é um recap da temporada inicial, então sinta-se livre para saltar direto ao segundo. Ainda com a A-1 Pictures no comando, ainda com padrão visual alto.
4. Prisoners of the Sky (Filme, 2018)
História original fora do mangá, sem impacto na trama principal. Meliodas e Hawk acabam num reino celeste enquanto caçam um peixe voador lendário, e o resto do grupo vai atrás. Funciona como aventura autocontida de sessão da tarde. Se estiver com pressa de chegar aos arcos finais, este é o único item da saga original que pode ficar para depois sem culpa.
5. Imperial Wrath of the Gods (Temporada 3, 2019)
Aqui mora a polêmica. A produção trocou a A-1 Pictures pelo Studio Deen e a animação desabou de padrão, com cenas que viraram meme mundial. A história em si segue forte, adaptando revelações centrais sobre Meliodas, Elizabeth e a maldição que conecta os dois. Ajuste as expectativas visuais e atravesse: o roteiro compensa boa parte do estrago.
6. Dragon's Judgement (Temporada 4, 2021)
A temporada final da saga original, com 24 episódios fechando a Guerra Santa e o acerto de contas com o Rei Demônio. O Studio Deen melhora em relação à fase anterior sem voltar ao nível da A-1. Emocionalmente, é onde a série entrega seus melhores momentos desde 2014, com resoluções de arco que fãs esperavam há anos.
7. Cursed by Light (Filme, 2021)
Filme canônico com roteiro do próprio Suzuki, adaptando o clímax pós-guerra do mangá. Cronologicamente conversa com a reta final de Dragon's Judgement, então a recomendação é assistir logo depois da temporada 4 (ou entre os episódios finais, se você for do tipo purista de linha do tempo). Visualmente, é o material mais bonito da franquia desde a era A-1.
8. Grudge of Edinburgh, Parte 1 e Parte 2 (Filmes, 2022 e 2023)
Filme em duas metades centrado em Tristan, filho de Meliodas e Elizabeth, anos após o fim da saga original. Funciona como ponte oficial entre as duas gerações da franquia: apresenta a nova era de Britannia e amacia a transição para a sequência. A animação em CG divide opiniões, o roteiro é competente sem brilhar. Veja como prólogo estendido de Four Knights.
9. Four Knights of the Apocalypse (Temporada 1, 2023)
A sequência oficial, ambientada dezesseis anos após o fim da Guerra Santa. O protagonista agora é Percival, garoto criado num penhasco isolado que descobre fazer parte de uma profecia de destruição do mundo. A animação passou para a Telecom Animation Film, com produção da TMS Entertainment, e o resultado visual supera com folga a era Studio Deen. São 24 episódios que resgatam o espírito de aventura da primeira temporada clássica.
10. Four Knights of the Apocalypse II (Temporada 2, 2024)
Exibida no Japão de outubro a dezembro de 2024, cobrindo do episódio 25 ao 36, a segunda leva aprofunda o conflito contra Camelot e o rei Arthur Pendragon, agora vilão maior da franquia. Veteranos da saga original aparecem com peso real na trama, não como fanservice decorativo. É o ponto final do que existe animado até agora.
Os personagens da saga original
A franquia vive de elenco. Suzuki escreve grupos melhor do que escreve vilões, e os pecados funcionam como uma família disfuncional de veteranos de guerra. Abaixo, os sete membros e a princesa que os reuniu, na ordem em que entram em cena.

Meliodas
O capitão dos pecados, Meliodas, dono do bar Boar Hat e portador do pecado da Ira. A aparência de adolescente esconde milênios de história e o segredo mais pesado da série. Seu Full Counter define o personagem: ele quase nunca ataca primeiro, deixa o mundo errar e devolve a conta. Carismático na superfície, trágico na essência, e o motor emocional de toda a saga original.

Elizabeth Liones
A terceira princesa de Liones, Elizabeth, começa como donzela clássica em apuros e ganha camadas conforme a série revela o tamanho real do papel dela na guerra entre clãs. A relação com Meliodas é o eixo dramático da franquia, ligada a uma maldição que dá à história sua espinha de melancolia. Ignore quem a resume a interesse romântico: a trama inteira orbita em torno dela.

Diane
A gigante Diane carrega o pecado da Inveja e o martelo Gideon. Serve de músculo do grupo nas primeiras fases e ganha profundidade quando a série explora a memória e o passado dela entre os gigantes. É também a ponte afetiva do elenco: quase todo mundo nos pecados tem uma dívida emocional com Diane.

Ban
O pecado da Ganância, Ban, bandido imortal com a moral mais flexível e o coração mais escancarado do grupo. Sua história com a fada Elaine rendeu alguns dos capítulos mais queridos do mangá. O Snatch combina com o personagem: ele rouba tudo, força, comida, cena. Décadas depois, é o pai de Lancelot na sequência, e a paternidade cai surpreendentemente bem nele.

King
O rei das fadas, King, pecado da Preguiça, que luta flutuando num travesseiro enquanto a lança Chastiefol faz o trabalho sujo. Por trás da aparência apática mora o personagem mais culpado da série, assombrado por falhas antigas com o próprio povo e com a irmã de Ban. O romance lento com Diane atravessa a franquia inteira sem nunca soar forçado.

Gowther
O pecado da Luxúria, Gowther, é uma boneca animada por magia tentando aprender o que são emoções. A premissa rende tanto o alívio cômico mais estranho da série quanto um dos arcos de origem mais tristes que Suzuki escreveu. O poder Invasion, que manipula memórias e mentes, faz dele o membro mais eticamente complicado do grupo.

Merlin
A maior maga de Britannia, Merlin, pecado da Gula, esconde segredos em camadas que a série só destrincha na reta final. Fria, calculista e movida por uma sede de conhecimento que já custou caro a muita gente. Quanto menos você souber antes de assistir, melhor: o payoff dela conecta a saga original à sequência de formas que ninguém previu em 2014.

Escanor
O pecado do Orgulho, Escanor, virou lenda da cultura otaku por um motivo. De noite, um poeta franzino e apaixonado; sob o sol, o humano mais forte que já pisou em Britannia, com arrogância proporcional. O Sunshine transformou frases dele em patrimônio de internet. Chega tarde na história e rouba a franquia inteira sem pedir licença.

A nova geração: os Quatro Cavaleiros do Apocalipse
Dezesseis anos separam as duas sagas, e o elenco novo carrega o DNA do antigo no sentido literal: dois dos quatro cavaleiros são filhos de pecados. Tristan e Lancelot aparecem primeiro, ainda crianças, no epílogo da saga original e nos filmes de transição. A formação completa do quarteto só acontece dentro de Four Knights of the Apocalypse.

Percival
O protagonista da nova geração, Percival, cavaleiro da Morte na profecia, criado pelo avô num penhasco isolado chamado Dedo de Deus. Otimista ao ponto do absurdo, analfabeto em maldade e dono da magia Esperança, do raríssimo tipo Herói, alimentada pela fé dos amigos. Suzuki claramente escreveu o anti-Meliodas: onde o capitão escondia tudo, Percival não sabe esconder nada.

Lancelot
Filho de Ban e Elaine, Lancelot é o cavaleiro da Guerra e o veterano precoce do grupo novo. Herdou a língua afiada do pai e uma habilidade de leitura de mentes que o torna impossível de enganar. Passa boa parte da primeira temporada num disfarce que o fandom transformou em meme antes mesmo da revelação. O favorito da audiência, com mérito.

Tristan
O cavaleiro da Peste, Tristan, filho de Meliodas e Elizabeth, herdou sangue de demônio e de deusa ao mesmo tempo, com os conflitos internos que essa conta sugere. Quem assistiu Grudge of Edinburgh já chega conhecendo sua história de origem. Dentro da sequência, ele equilibra a pose de príncipe perfeito com um lado sombrio que insiste em escapar do controle.

Gawain
A cavaleira da Fome, Gawain, sobrinha do rei Arthur e a última do quarteto a entrar em cena. Arrogante num nível que faria Escanor aplaudir, poderosa o suficiente para sustentar a pose e imprevisível como ninguém no elenco novo. A dinâmica dela com o resto do grupo rende os melhores atritos da segunda temporada.

Como funcionam o sistema de poderes em The Seven Deadly Sins
Suzuki nunca teve a obsessão sistemática de um Hunter x Hunter, mas o mundo de Britannia tem regras próprias que valem entender antes da maratona. A base de tudo são os cinco clãs: humanos, gigantes, fadas, deusas e demônios, cada um com afinidades mágicas distintas. Boa parte do conflito da franquia nasce da guerra ancestral entre os dois últimos.
Cada personagem relevante carrega uma magia única, quase sempre com nome próprio e personalidade narrativa. O Full Counter de Meliodas devolve ataques mágicos com o dobro da força, o que transforma cada luta dele num jogo de xadrez: o oponente que entende a mecânica simplesmente para de atacar. Ban tem o Snatch, que rouba força física alheia. King controla a lança sagrada Chastiefol com o Disaster, Merlin acumula feitiços com o Infinity e Escanor incorpora a arrogância como sistema de poder com o Sunshine, crescendo junto com o sol até o pico do meio-dia.
Os números também importam. A série popularizou os níveis de poder medidos em três atributos (força, magia e espírito), lidos através de artefatos como o Olho de Balor. Funciona como ferramenta de hype nas primeiras fases e vira piada interna do fandom depois, quando as cifras explodem para casas que nenhuma balança mede. Trate os níveis como termômetro de momento, não como ciência exata.
Existe ainda a camada dos Tesouros Sagrados, as armas exclusivas de cada pecado, e a dos Mandamentos, poderes de maldição que os dez demônios de elite carregam. Cada Mandamento impõe uma regra absoluta: mentir na frente de um deles, atacar pelas costas, sentir ódio, e a punição mágica cai sem apelação. É o conceito mais criativo do arsenal de Suzuki, porque força os heróis a vencer no raciocínio antes do soco.
Four Knights of the Apocalypse organiza melhor a casa. A sequência classifica as magias em tipos definidos, como Destruição, Encantamento, Transformação e Cura, e constrói as lutas em cima dessas categorias. O poder de Percival, batizado de Esperança, atravessa todas as classes ao mesmo tempo, o que lhe rende a classificação raríssima de tipo Herói. O detalhe cruel: a magia dele depende da fé dos aliados por perto. Sozinho, Percival é só um garoto de capa. É a inversão exata do Meliodas autossuficiente, e a escolha de design mais inteligente que Suzuki fez na nova geração.
Onde assistir The Seven Deadly Sins no Brasil
Resposta curta: Netflix, e só. A plataforma detém a franquia inteira por aqui, das quatro temporadas originais aos filmes e à sequência, tudo com legenda e dublagem em português. A dublagem de Four Knights seguiu no estúdio Som de Vera Cruz, sob direção de Leonardo Santhos, mantendo consistência de elenco entre as fases.
A exceção são os três OVAs da saga original (o de Ban bandido e duas compilações cômicas), que nunca entraram no catálogo brasileiro. Nenhum deles afeta a trama principal, então a perda é pequena.

E a temporada 3 de Four Knights?
Até o fechamento deste guia, a terceira temporada não recebeu confirmação oficial do comitê de produção, apesar de o desempenho na Netflix e o volume de material disponível jogarem a favor. O mangá segue em serialização na Weekly Shonen Magazine, com 26 volumes compilados até abril de 2026, ou seja, sobra história para adaptar. A série chegou a pausar em 2024 por questões de saúde de Suzuki e retomou o ritmo depois. Qualquer data circulando por aí é especulação; quando sair anúncio oficial, atualizamos
O mangá no Brasil
O mangá original de The Seven Deadly Sins saiu por aqui pela Editora JBC, em formato físico e digital, cobrindo os 41 volumes da história completa. A editora também trouxe o spin-off Seven Days em 2020.
Já Four Knights of the Apocalypse segue inédito em edição nacional. Quem quiser acompanhar oficialmente precisa recorrer à versão em inglês da Kodansha USA, disponível em importação. Para uma franquia com esse desempenho de streaming no Brasil, a ausência chama atenção, e a torcida aqui é para alguma editora resolver isso logo.
Curiosidades para sair por cima na roda de conversa
A Netflix listar Signs of Holy War como temporada 2 rendeu seções de comentários eternamente tomadas por reclamações de fãs pedindo correção. O especial tem quatro episódios e segue lá, catalogado como temporada até hoje.
Suzuki é um caso raro na indústria: publicou em todas as "três grandes" revistas shonen do Japão, a Shonen Jump, a Shonen Sunday e a Shonen Magazine. Sete Pecados foi sua primeira obra traduzida para o inglês.
O plano inicial da sequência era outro. Suzuki queria Tristan, filho de Meliodas e Elizabeth, como protagonista de Four Knights of the Apocalypse, mas mudou de ideia por não querer um personagem principal tão ligado ao elenco da série anterior. Tristan virou coadjuvante da profecia e ganhou seu holofote em Grudge of Edinburgh.
A trilha da sequência tem pedigree: Kohta Yamamoto assina a música, com tema principal composto em parceria com Hiroyuki Sawano, o nome por trás das trilhas de Attack on Titan.

O que esperar daqui pra frente
A franquia está num limbo confortável: material de sobra no mangá, base de fãs fiel na Netflix e nenhum anúncio concreto de continuação animada. O histórico joga a favor de uma terceira temporada de Four Knights, e o ritmo de serialização de Suzuki garante que a história não vai secar tão cedo. Enquanto o comitê de produção decide, a maratona completa está inteira à disposição, do bar Boar Hat ao penhasco de Percival. Aproveite que a ordem, agora, você já tem.
Perguntas Frequentes
- Preciso assistir The Seven Deadly Sins antes de Four Knights of the Apocalypse?
- Qual a ordem certa para assistir The Seven Deadly Sins?
- Prisoners of the Sky é canônico?
- Por que a animação piora na terceira temporada?
- Quantas temporadas tem The Seven Deadly Sins?
- Onde assistir The Seven Deadly Sins dublado?
- O mangá de The Seven Deadly Sins terminou?
- Grudge of Edinburgh é obrigatório antes de Four Knights?
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