
Dezesseis anos de televisão que transformaram Jaspion, Cavaleiros do Zodíaco e Changeman em memória afetiva de uma geração inteira.
Em 5 de junho de 1983, um M dourado sobrevoou as cidades do Brasil como uma nave espacial e pousou no alto de um prédio no Rio de Janeiro. Era a estreia da Rede Manchete e, sem saber, o início de algo muito maior do que uma emissora de televisão.
Durante dezesseis anos, a Manchete foi a janela pela qual o Brasil encontrou o Japão. Os heróis de borracha, as armaduras de bronze, as amizades que valiam uma vida. Tudo isso entrou pela tela da Manchete e não saiu mais.
Esta coleção reconstitui o percurso de uma emissora que moldou o gosto, o vocabulário e a identidade de uma geração e rastreia o que sobrou depois que o M apagou as luzes.
Adolpho Bloch tinha 75 anos quando inaugurou a Rede Manchete, em 5 de junho de 1983. Investiu US$ 50 milhões, importou equipamentos que nem haviam sido lançados comercialmente no Japão e nos Estados Unidos, e prometeu algo que nenhuma emissora brasileira havia prometido antes: qualidade técnica e visual como padrão, não como exceção.
A vinheta de abertura sintetizava tudo. Um M dourado sobrevoava capitais, cruzava o céu como uma nave espacial e pousava no alto do prédio da Rua do Russel, no Flamengo. Era futurista, era ambicioso e rodou até o último dia de transmissão, quase dezesseis anos depois.
A proposta da Manchete era disputar o segundo lugar com um público que a Globo ignorava: classes A e B, adultos que queriam telejornalismo de excelência e dramaturgia com aposta estética. O que a emissora não sabia é que seu legado maior não viria de nenhuma dessas apostas. Viria das tardes infantis.
Da fundação ao legado, os marcos que conectam a emissora à formação da cultura otaku no Brasil.
Com três emissoras próprias (Rio, São Paulo e Belo Horizonte) e uma afiliada em Porto Alegre, a Rede Manchete estreou às 19h com discurso de Adolpho Bloch e uma vinheta que bateu o Fantástico da Globo em audiência na noite de estreia. O slogan era "A TV do ano 2000". Não durou até lá.
Nas primeiras semanas de programação, a Manchete exibiu animações japonesas como Patrulha Estelar e D'Artagnan e os Três Mosqueteiros. O Clube da Criança, com Xuxa Meneghel na apresentação (1983 a 1986), consolidou o formato de auditório infantil com animações como atração de apoio. A fórmula funcionou antes mesmo do tokusatsu.
Angélica assumiu o Clube da Criança em 1987 e permaneceu até 1993 — o período de maior audiência da Manchete no segmento infantil. Foi sob sua apresentação que Jaspion e Changeman estrearam, em 22 de fevereiro de 1988, licenciados pela Everest Vídeo de Toshihiko Egashira. A Ibope atingia 15 pontos em episódios de Jaspion, colocando a Manchete à frente de todas as concorrentes naquele horário.
Sem divulgação, às 10h30, no programa Dudalegria — e reprisado às 18h30 no Clube da Criança. A distribuidora de brinquedos Samtoy, representante da Bandai no Brasil, havia oferecido os primeiros 52 episódios gratuitamente em troca de espaço para três comerciais de seus bonecos. Globo, SBT e Record haviam recusado a série. Eduardo Miranda, responsável pela divisão de cinema da Manchete, aprovou depois de assistir a cinco episódios completos.
André Forastieri lançou a primeira edição da Herói em 26 de dezembro de 1994, pela Acme Editora em parceria com a Nova Sampa. A capa era dos Cavaleiros do Zodíaco. A tiragem inicial foi de 100 mil exemplares, esgotados rapidamente. No auge, a revista chegaria a 450 mil exemplares, ultrapassando a Veja em algumas edições.
Cavaleiros do Zodíaco era o programa de maior audiência da Manchete em 1994 e 1995, chegando a médias de 16 pontos no Rio de Janeiro. A Samtoy teve que fretar 17 aviões para suprir a demanda pelos bonecos, o primeiro lote de 80 mil unidades esgotou antes de setembro de 1994 acabar. Ao mesmo tempo, a emissora acumulava dívidas que se tornariam irreversíveis.
Após crises financeiras sucessivas, greves, atrasos salariais desde agosto de 1998 e uma tentativa fracassada de arrendamento para a Igreja Renascer em Cristo, a Rede Manchete foi ao ar pela última vez em 10 de maio de 1999. As concessões foram vendidas ao grupo TeleTV, que estreou a RedeTV! em 15 de novembro do mesmo ano. O acervo da emissora, 25 mil mídias, foi arrematado em leilão em 2021 por R$ 500 mil.
Toshihiko Egashira administrava uma locadora de vídeo no bairro da Liberdade, em São Paulo, quando percebeu que as fitas de heróis japoneses não eram alugadas só por crianças de descendência japonesa. O produto tinha apelo muito além da comunidade. Em 1987 ele fundou a Everest Vídeo e licenciou duas séries que haviam terminado no Japão em 1986: O Fantástico Jaspion e Esquadrão Relâmpago Changeman.

Várias emissoras recusaram o material. Foi uma agência ligada ao grupo de Beto Carrero que intermediou o acordo com a Manchete. Em 22 de fevereiro de 1988, as duas séries estrearam no Clube da Criança, apresentado por Angélica. A audiência bateu 15 pontos de Ibope. A Manchete colocou Jaspion em horário duplo (manhã e tarde) para dar conta da demanda.
O que Egashira e a Manchete haviam feito era introduzir no Brasil um tipo de narrativa que as crianças ainda não tinham visto na TV aberta: continuidade. Cada episódio era consequência do anterior. Os heróis se machucavam de verdade. Havia um vilão com plano real e uma narrativa que progredia. Não era episódico. Era uma história.</p>
Os dados de produção e exibição das séries que inauguraram o fenômeno tokusatsu no Brasil.
22 de fevereiro de 1988 - Rede Manchete, programa Clube da Criança
Angélica (no Clube da Criança de 1987 a 1993)
Everest Vídeo (Toshihiko Egashira)
Toei Company / TV Asahi (Japão), 1985–1986; 46 episódios; franquia Metal Hero
Toei Company / TV Asahi (Japão), 1985–1986; 55 episódios; franquia Super Sentai
Hikaru Kurosaki
15 pontos de Ibope - liderança sobre todas as concorrentes no horário
Permuta: direitos de exibição TV em troca de visibilidade para licenciamento de VHS

A história de como Os Cavaleiros do Zodíaco chegaram ao Brasil tem a marca de um acidente bem-sucedido. A Samtoy, distribuidora de brinquedos que representava a Bandai no país, havia tentado fechar acordo com Globo, SBT e Record. Todas recusaram. O motivo: um trailer de 15 minutos cheio de sangue, autoflagelação e violência sem contexto aparente.
A Manchete era a última opção. E estava em crise. Eduardo Miranda, chefe da divisão de cinema da emissora, pediu cinco episódios completos antes de dar um parecer. Assistiu. E mudou de ideia. A violência tinha sentido dentro de uma narrativa de sacrifício, amizade e honra. Havia algo ali que o trailer não mostrava.
O acordo foi de permuta: 52 episódios grátis em troca de três comerciais dos bonecos por bloco. Em 1º de setembro de 1994, às 10h30, sem divulgação, o primeiro episódio foi ao ar dentro do Dudalegria. Em menos de dois meses, Cavaleiros era o programa mais assistido da Manchete. O primeiro lote de 80 mil bonecos da Samtoy esgotou antes de setembro acabar.
"Me sentaram para assistir a um trailer de 15 minutos do desenho. O vídeo era exatamente assim: sangue, violência, tentativa de suicídio, autoflagelação, cara furando os olhos… aí você pensa: estou com uma programação completamente infantil. Como posso dar um parecer positivo a isso?"
Algumas memórias da geração Manchete ficaram distorcidas pelo tempo. Aqui, os registros corrigem os mitos.
Não. A estreia em 1º de setembro de 1994 aconteceu sem qualquer divulgação prévia. O anime entrou no ar às 10h30, dentro do Dudalegria, quase sem aviso. O sucesso foi orgânico, boca a boca nas escolas, e surpreendeu até a própria emissora. A Samtoy teve que fretar 17 aviões para suprir a demanda pelos bonecos que ela mesma não esperava vender tão rápido.
Não exatamente. A emissora precisava de conteúdo barato para preencher a grade. A Everest Vídeo oferecia os direitos em troca de visibilidade para o mercado de VHS, um modelo de permuta que a Manchete já utilizava. A crença no produto veio depois, quando os 15 pontos de Ibope chegaram.
O termo começou a circular no Brasil a partir de meados dos anos 1990, popularizado principalmente pela revista Animax, capitaneada por Sergio Peixoto. No Brasil, ao contrário do Japão, "otaku" adquiriu conotação positiva desde o início, virou insígnia de pertencimento, não rótulo de comportamento antissocial. A identidade se consolidou entre fãs que migraram do consumo passivo da TV para clubes, fanzines e eventos.
Relatos divergem. A cena do logotipo "M" aparentemente derramando uma lágrima no encerramento das transmissões é um dos mitos mais citados sobre o fim da emissora, mas não há registro audiovisual amplamente verificado que confirme o evento exatamente como a memória coletiva descreve. O último dia de transmissão foi 10 de maio de 1999.
Em dezembro de 1994, André Forastieri tinha 29 anos, uma editora recém-fundada com o equivalente a R$ 12 mil em caixa, que já havia acabado, e uma percepção clara: havia uma geração de crianças consumindo séries japonesas sem ter onde buscar informação sobre elas. A internet comercial não existia. As emissoras não explicavam nada. Havia um vácuo.
A primeira edição da Revista Herói saiu em 26 de dezembro de 1994, pela Acme Editora em parceria com a Nova Sampa. A capa era dos Cavaleiros do Zodíaco. A tiragem inicial de 100 mil exemplares esgotou rápido. No auge, a publicação chegaria a 450 mil exemplares por edição, ultrapassando a Veja em semanas específicas, segundo os próprios editores.
A Herói não apenas informava. Ela validava. Numa época em que pais e educadores olhavam com desconfiança para o interesse dos filhos por "cartoons japoneses violentos", a revista funcionava como prova de que aquilo merecia ser levado a sério. Era jornalismo pop antes do termo existir no Brasil.

Antes da Herói, antes dos portais, antes dos grupos no Orkut, existiam os fanzines. Publicações artesanais, feitas em mimeógrafo ou fotocopiadora, distribuídas em feiras e entre amigos. O Quadrimania, publicado em 1987 pelo Clube do Mangá, é um dos registros mais antigos desse esforço coletivo de documentar e discutir a cultura japonesa no Brasil.
Os clubes de fãs funcionavam como redes informais onde fitas VHS circulavam de mão em mão, técnicas de desenho eram ensinadas e a mitologia das séries da Manchete era debatida com uma seriedade que a mídia mainstream demorou décadas para reconhecer. Os fansubs, legendas amadoras produzidas por fãs, permitiam que séries inéditas no Brasil circulassem muito antes de qualquer negociação oficial de licença.
Esses fãs não esperavam permissão para construir sua cultura. Eles a construíam enquanto assistiam.
O bairro da Liberdade, em São Paulo, já era o centro da imigração japonesa no Brasil quando a Manchete entrou no ar. O que mudou depois de 1988 foi a natureza do público que passava a frequentá-lo. Crianças e jovens que nada tinham de descendência nipônica começaram a chegar em busca de produtos que viam na televisão: álbuns de figurinhas, bonecos, revistas importadas, fitas VHS com episódios não dublados.
A Liberdade se transformou no ponto gravitacional de uma subcultura que, aos olhos de fora, parecia homogênea mas era feita de camadas: colecionadores de primeira hora, fãs casuais, desenhistas amadores que copiavam os traços das séries, adolescentes que estudavam japonês por conta própria para ler mangás no original. Todos convergindo para o mesmo bairro, movidos pela mesma televisão.
Quando a Manchete fechou, em 1999, esse público não se dispersou. Migrou para eventos. A Animecon surgiu naquele mesmo ano. O Anime Friends veio em 2003. Hoje reúne cerca de 200 mil pessoas por edição, a maior convenção do gênero na América Latina, e tem raízes diretas naquele público órfão que a Manchete deixou para trás.
Os dados verificados da série que redefiniu o mercado de entretenimento japonês no Brasil.
Saint Seiya (聖闘士星矢) - criação de Masami Kurumada, Toei Animation
1º de setembro de 1994 - Rede Manchete (programa Dudalegria, 10h30; reprise no Clube da Criança, 18h30)
Samtoy (representante da Bandai)
Permuta: 52 episódios gratuitos em troca de três comerciais de bonecos por bloco
Eduardo Miranda (chefe da divisão de cinema)
Gota Mágica (direção de Gilberto Baroli)
"Os Guardiões do Universo" - Sarah Regina, Mário Lúcio de Freitas, Sueli Gondim e Rubinho Ribeiro
16 pontos de Ibope; liderança da emissora no horário
80 mil unidades esgotadas antes do fim de setembro de 1994
12 de setembro de 1997 (com retorno pontual em 31 de dezembro de 1997 e 1º de janeiro de 1998)
A decadência da Manchete foi lenta o suficiente para doer. Os salários atrasaram a partir de agosto de 1998. Funcionários entraram em greve. Afiliadas migraram para a Record. A tentativa de arrendamento para a Igreja Renascer em Cristo, em janeiro de 1999, foi considerada ilegal e cancelada um mês depois. Em 10 de maio de 1999, a Manchete foi ao ar pela última vez.
No dia seguinte, a grade passou a se chamar TV! - uma marca provisória durante a transição para a RedeTV!, que estreou em 15 de novembro de 1999. O acervo físico da emissora, 25 mil mídias entre videotapes, betacams e cassetes, sobreviveu à falência e foi arrematado em leilão em 2021 por R$ 500 mil. O comprador não foi identificado.
O que a Manchete deixou não cabia em leilão nenhum. Deixou uma geração que aprendeu com Seiya que amizade exige sacrifício, com Jaspion que o bem tem tecnologia, com Changeman que equipe não é coisa de fraco. Valores que soam grandiosos mas que foram absorvidos às 16h da tarde, entre um lanche e a hora do dever. E que ficaram.
"Os valores de amizade, perseverança e justiça, temas centrais em Cavaleiros do Zodíaco, Jaspion e Yu Yu Hakusho, moldaram o caráter e o repertório cultural de milhões de brasileiros."
As dúvidas que persistem sobre a Manchete, respondidas com base nos registros disponíveis.
A principal razão documentada era econômica e logística: a emissora não tinha recursos para pagar a dublagem de todos os episódios pendentes ou enfrentava dificuldades nas negociações com as distribuidoras. Em alguns casos, a retenção de episódios finais era estratégica, criava uma sensação de mistério que mantinha o engajamento dos fãs mesmo sem novidades. O resultado paradoxal foi que a frustração alimentou a cultura de fanzines e clubes de fãs, que buscavam informações alternativas sobre os desfechos das séries.
Não. Nas primeiras semanas da emissora, em junho e julho de 1983, a Manchete exibiu D'Artagnan e os Três Mosqueteiros, Patrulha Estelar, Super Aventuras e outros títulos japoneses. Cavaleiros foi o primeiro a se tornar um fenômeno de massa, e o que estabeleceu o anime como categoria cultural distinta do tokusatsu no imaginário do público brasileiro.
O termo se refere informalmente às pessoas que cresceram tendo a Rede Manchete como principal porta de entrada para a cultura japonesa, em geral, nascidas entre 1978 e 1992. Para essa geração, a identidade otaku não foi construída pela internet, mas por tardes de televisão, fanzines fotocopiados, álbuns de figurinhas e clubes de fãs em cidades de todo o Brasil. Pesquisas acadêmicas identificam nessa geração um processo de "tornar-se" fã: do consumo passivo na TV à participação ativa em convenções e produção de conteúdo.
A Rede Manchete não sobreviveu ao ano 2000, o mesmo ano que havia prometido representar. Mas o que ela plantou não dependia da emissora para crescer. Dependia das pessoas que tinham assistido.
A cultura otaku brasileira é, entre outras coisas, um fenômeno de resistência. Sobreviveu ao fim da Manchete, à dispersão dos clubes de fãs, à chegada fragmentada da internet, à guerra de licenciamento dos anos 2000. Cada geração de fã encontrou sua própria forma de continuar, em convenções, em fóruns, em canais do YouTube, em grupos de WhatsApp onde adultos de 40 anos ainda discutem qual saga de Cavaleiros é a melhor.
O Brasil é hoje um dos maiores mercados de anime fora do Japão. Isso não aconteceu por acaso. Aconteceu porque uma emissora carioca, em crise financeira crônica, deu chance a um trailer que todas as outras haviam recusado. E uma geração nunca esqueceu.
Manchete.org história da Rede Manchete, cronologia e acervo editorial (manchete.org) | Wikipedia BR - Rede Manchete, Falência da Rede Manchete, Os Cavaleiros do Zodíaco, Herói (revista), Clube da Criança, Jaspion, Changeman (pt.wikipedia.org) | CavZodiaco.com.br - documentação extensa sobre a exibição de Os Cavaleiros do Zodíaco no Brasil (cavzodiaco.com.br) | Blog Daileon - cronologia de estreias de tokusatsu na Manchete e entrevista com Eduardo Miranda (blogdaileon.com) | Tokusatsu.com.br - 37 anos de Jaspion e Changeman no Brasil (tokusatsu.com.br) | JBox.com.br - fichas técnicas de Jaspion e Changeman; material de época sobre a chegada na Band (jbox.com.br) | Vigília Nerd - "25 anos de Cavaleiros do Zodíaco no Brasil" (vigilianerd.com.br) | Seiya.com.br - "Crônicas de uma Nova Era: as 3 décadas de Cavaleiros do Zodíaco no Brasil" (seiya.com.br) | Blog Daileon - "30 anos no Brasil: Os Cavaleiros do Zodíaco" (blogdaileon.com, set. 2024) | Canaltech - "25 anos da Herói: editores relembram curiosidades" (canaltech.com.br) | Wikipedia BR - Herói (revista) (pt.wikipedia.org) | André Forastieri / Substack - relatos do fundador sobre a criação da Herói (andreforastieri.substack.com) | Quadripop.blogspot.com - histórico de fanzines brasileiros (quadripop.blogspot.com) | Otaku Tourism: imaginary and motivations of a new typology - artigo acadêmico, Revista de Turismo e Análise, USP (revistas.usp.br) | Estudo de Caso Animeventos: A Demanda do Anime Friends - UCS (sou.ucs.br) | TVPedia Brasil / Fandom - fichas técnicas da Rede Manchete e TV! (tvpediabrasil.fandom.com) | TV História - "Manchete estreava em 1983 dando goleada na Globo" (tvhistoria.com.br) | Portalconteudo.com.br - curiosidades de Jaspion (portalconteudo.com.br)
Data da curadoria: 4 de maio de 2026.