Gundam vai começar do zero, e desta vez com o diretor de Stand Alone Complex
A franquia vai construir uma linha do tempo inteira do zero, e entregou a chave para o diretor de Stand Alone Complex. O RG Project nasce com anime, game e a promessa de mais frentes.

A Bandai Namco Filmworks anunciou Mobile Suit Gundam RG XARX-ZERO durante a San Diego Comic-Con, na quinta-feira (23). Kenji Kamiyama dirige e assina a composição da série, produzida pela Sola Animation. A estreia está marcada para 2027.
O anime abre o RG Project, iniciativa que expande a franquia para um universo próprio. Nada ali se liga ao Universal Century nem ao Common Era, as duas linhas do tempo que sustentaram a marca por décadas. O título se pronuncia "Alex Zero", segundo a produtora.
O legado que Kamiyama traz
Kamiyama dirigiu Ghost in the Shell: Stand Alone Complex e Eden of the East, além de supervisionar o volume 3 de Star Wars: Visions. O currículo faz sentido para a tarefa: erguer um mundo inteiro sem apoio de continuidade exige alguém que trate worldbuilding como espinha da narrativa, não como enfeite.
Ele conta que travou nas perguntas óbvias sobre o que substituiria a Federação Terrestre, o Principado de Zeon, os Newtypes e as partículas Minovsky. Quanto mais tentava definir o que faz Gundam ser Gundam, mais se afastava do próprio entusiasmo. A saída foi parar a engenharia reversa e simplesmente construir a versão dele.
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A.A. 45, o ponto de partida
Um objeto interestelar autônomo vem de outra galáxia e entrega três tecnologias à humanidade: controle gravitacional, comunicação superluminal e materialização cognitiva. A expansão pelo sistema solar vem rápido. Menos de dez anos depois, esse mesmo objeto se descontrola e gera um ecossistema hostil que se autoprolifera.
Batizado de Apocalypse, o fenômeno empurrou a humanidade para uma resistência de três meses em órbita antes do abandono da Terra. Aquele ano virou A.A. 1, o primeiro do novo calendário. Em A.A. 45, as crianças nascidas na Lua e nas colônias já não conhecem outra realidade. Ray Azumi, órfão de guerra e piloto do Gundam Zero, desperta na superfície lunar.
Equipe e o game que completa o projeto
Takeo Otsuka dubla Ray Azumi. Eiichi Shimizu, autor do mangá de Ultraman que Kamiyama adaptou anos atrás, desenha os mobile suits. Stato criou os designs originais de personagem, e Miyako Takasu adapta tudo para a animação acumulando a direção-chefe. Go Shiina compõe a trilha.
Toh Enjoe colabora na construção do cenário de ficção científica. A produção fica com a Sola Animation, sob supervisão da Bandai Namco Filmworks e da Sunrise. A última série original da franquia tinha sido The Witch from Mercury, em 2022, seguida por GQuuuuuuX em 2025.

Gundam Rogue Orbit fecha o RG Project pelo lado dos games, com lançamento em 2027 para PS5, Xbox Series e Steam. A história do jogo se passa 90 anos depois dos eventos do anime, conforme a Anime News Network. Kamiyama deu a entender na Comic-Con que o projeto tem mais frentes além dessas duas.
Formato de exibição, número de episódios e plataforma de streaming continuam sem definição. A franquia também segue com o novo anime de Gundam Wing em desenvolvimento, anunciado em maio.
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